7 atividades práticas de rastreamento visual essenciais para a aprendizagem infantil (a #2 é minha preferida)

20/05/2019 0 Por Maria Amélia M. Franco
7 atividades práticas de rastreamento visual essenciais para a aprendizagem infantil (a #2 é minha preferida)

Rastreamento visual e localização espacial são funções complexas e estão intimamente relacionadas à visão e à aprendizagem.

Localizar o alvo pretendido em um jogo como “Onde está Wally” ou “Lince” envolve um emaranhado de processos cerebrais: direcionar o olhar, detectar, discriminar e comparar elementos, e estabelecer sua posição no espaço. Isso continuamente, até encontrar a figura pretendida e sentir-se premiado pelo achado. É uma conquista!

São mecanismos aprendidos e aperfeiçoados ao longo do desenvolvimento cerebral. Eles integram movimentos oculares, funções visuoperceptivas, atencionais, de memória e emocionais. Além do planejamento motor quando exige deslocar-se, estender os braços e apontar, ou pegar e colocar uma peça sobre a figura encontrada.

Atividades do tipo “procure e ache” são importantes ferramentas de desenvolvimento, inclusive na habilitação e reabilitação de disfunções do processamento visual e cognitivo. Nesse sentido, a atenção tem papel essencial no tratamento, pois potencializa essas funções.

Ideias para estimular a criança com atividades do tipo “procure e ache”

  1. CLASSIFICAR E SEPARAR ITENS ESPALHADOS POR CATEGORIAS: cores, formas, semelhanças, funções… há uma infinidade de possibilidades, que você avalia conforme o grau de dificuldade que deseja.
  2. ENCONTRAR AS FIGURAS EM UM LIVRO OU EM UMA PÁGINA: há livros do tipo “procure e ache” com os mais distintos títulos. Inclusive com cartelas de adesivos para serem colocados em espaços a eles destinados ao longo da história. Mas às vezes é preciso usar aquele livro de histórias que a criança já está mais familiarizada… daí você escaneia ou tira fotos das ilustrações, recorta e pede para a criança as encontrar na cena.
  3. MONTAR QUEBRA-CABEÇAS: a minha filha começou com um de duas peças… e a dificuldade vem aumentando gradativamente!
  4. ASSOCIAR ITENS IGUAIS OU CORRELATOS: você pode fazer isso usando objetos e comandos de voz, cartelas e objetos, e jogos do tipo “Lince” ou “Qual se repete”.
  5. REALIZAR PAREAMENTOS: encontrar e associar os pares de um jogo de memória também é uma forma legal de reutilizar o brinquedo., E tem uma infinidade de formas de fazer pareamentos que eu conto no post “Pareamento e justaposição: você sabe como explorar esse recurso?”
  6. FAZER CAÇA-LETRAS, CAÇA-SÍLABAS OU CAÇA-PALAVRAS: você pode imprimir uma poesia e indicar as letras para caçar. Ou criar um caça-palavras adequado ao vocabulário da criança em uma tabela no Word! Ou ainda comprar caça palavras disponíveis de acordo com a idade nas bancas.
  7. JOGAR BINGO: a lógica do bingo tradicional é sortear um número para os jogadores localizarem e marcarem o mesmo em suas cartelas, até que estejam completas. Mas você pode criar variações com formas, letras, palavras e figuras, ou associando figuras e palavras.

E no App?

Existem jogos em tablets e celulares com propostas similares. Porém, há o limite de espaço imposto pelas margens no tamanho do aparelho, restringindo a área de rastreamento. Há o limite do plano espacial, pois na tela os elementos são bidimensionais. Além de exigir pouco da propriocepção e da motricidade fina. Tenha como uma opção de aplicativos educativos, não como um recurso essencial para suas atividades.

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Na prática, como são usadas as habilidades de rastreamento visual e localização?

Imagine quantas vezes adultos e crianças precisam olhar ao redor de um determinado espaço, escaneando todo o campo visual em um ambiente, comparando o que está vendo com o que procura… Seja o tênis perdido na bagunça do quarto, o obstáculo no caminho que está percorrendo, o colega do time para quem passará a bola no jogo.

Pensando na vida escolar, o aluno busca em um livro o número da página, o item da atividade anunciada pelo professor. Ele procura palavras-chaves em um texto, relaciona uma lista de figuras a outros elementos no livro didático. Naquela revisão das anotações feita no caderno antes de um teste, buscando pelos pontos principais estudados, ele está fazendo rastreamento visual e localização espacial.

Essa fixação de um ponto para outro do campo visual depende dos movimentos sacádicos voluntários. São os movimentos oculares que servem exatamente para escanear o tempo todo o espaço, buscando o que deverá ser focado. Mas essa função estará alterada se a capacidade de atenção é pobre, se é difícil perceber e dar saliência a um determinado elemento ou, então, discriminar do que se trata… A capacidade de rastreamento visual e localização espacial estará comprometida.

Por isso, é importante estimular, observar e acompanhar a evolução da criança ao praticar as atividades que mostramos nesta publicação.

Ainda estamos evoluindo no diagnóstico e tratamento de transtornos relacionados ao neurodesenvolvimento, ou seja, que afetam as conexões neurais. Contudo, considere ouvir a opinião de neuropediatras, neuroreabilitadores, terapeutas ocupacionais, optometristas, psicólogos, psicopedagogos, entre outros profissionais.

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